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INTERCÂMBIO CULTURAL: ALEMANHA

Morar e estudar lá fora: o investimento numa formação melhor, até de vida.  

Ela tem 25 anos é formada em Propaganda e Marketing no Brasil mas decidiu, em 2016, se mudar para Berlin em busca de uma formação mais estruturada: mestrado em Jornalismo Convergente, que expandiu os conhecimentos na área e trouxe uma nova vida pra ela.

Vitória Tuzza teve que deixar a família para conquistar um sonho que necessitava, também, de muita coragem: morar sozinha em um país completamente diferente, com uma língua difícil e com hábitos e regras pouco conhecidos pelos brasileiros. Tudo isso, Vitória tinha em mente enquanto estava aqui. Mas bastou os últimos abraços no aeroporto de Cumbica para se focar na vida profissional que tinha pela frente.

“É muito difícil estar longe da família. Sinto muitas saudades, mas tenho amigos muito queridos por aqui que me ajudam a superar os momentos mais difíceis”, diz ela.

Assim, a adaptação em um país conhecido pelos brasileiros como “rígido”, pouco tem a ver com a nossa percepção de como são os alemães. “ Moro na Alemanha desde março de 2016. Meu processo de adaptação foi tranquilo, pois escolhi me mudar na primavera e o clima estaca ótimo. Na época, fazia um curso de alemão, então foi fácil fazer alguns amigos por aqui”.

A estudante se virou tão bem, que teve uma adaptação muito rápida. Não demorou e ela percebeu que, a milhares de quilômetros de distância, tinha encontrado o endereço certo: apesar de ser brasileira, era ali que ela se adaptava e queria viver. “Nesse momento eu não sinto vontade alguma de voltar. Sou muito feliz e tenho planos pelos próximos anos por aqui. Sinto que estou no lugar certo, no momento certo”, diz.

Para ajudar a pagar as contas, Vitória trabalha em um bar, poucas horas por semana: o que dá para conciliar com os estudos e lazer. Mas neste ano começa a estagiar na área de comunicação e em Berlin. “Não pretendo voltar para o Brasil depois do término do mestrado”, conta.  As diferenças da capital alemã com São Paulo? “Tenho mais segurança, me identifico mais com valores culturais, tenho uma vida mais confortável”. No que diz respeito aos estudos e a qualidade do ensino, Vitória descreve o exemplo do por que acredita que na Alemanha o que aprende é melhor: “Um exemplo básico são aulas de política que tenho com frequência. Nunca discuti sistemas políticos no Brasil e acho que é um tópico extremamente necessário para o desenvolvimento de qualquer sociedade”.