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BEYONCE: A BATALHA DA FAMÍLIA QUE CRIOU UM EXEMPLO DE EMPODERAMENTO FEMININO

A diva do pop se apresentou no Coachella, 10 meses depois de dar a luz à gêmeas

Esta é a primeira vez em 18 anos de um dos maiores festivais de música, que uma mulher negra é a principal atração para o público.

No último sábado, Beyonce deixou fãs tão alucinados com a apresentação, que a hashtag #beychella (uma homenagem da apresentação da cantora como se estivesse mudando o nome do festival) foi uma das mais seguidas nas redes sociais.

Mais uma vez, Beyonce mostrou ao mundo o poder da mulher mãe, negra, que veio de uma família ativista que batalhou para colocar os filhos em escolas particulares dos Estados Unidos e se tornou uma das cantoras mais consagradas do mundo pop.

Mesmo com a fama, ela nunca mudou os valores que carregava desde a infância, quando via sua mãe (figurinista e cabeleireira) e avó (costureira) trabalhando para sustentar filhos e netos.

Quando estávamos começando com o Destiny’s Child, nenhuma estilista de alta costura queria vestir quatro meninas negras de corpos curvilíneos. Minha mãe foi rejeitada em cada showroom de Nova York. Mas, como minha avó, ela usou seu talento e sua criatividade para dar a seus filhos, seus sonhos. Minha mãe e minha tia, que Deus a tenha, fez todos os nossos primeiros figurinos, bordando individualmente centenas de cristais e pérolas, colocando muita paixão e amor em cada pequeno detalhe. Quando eu usava essas roupas, me sentia como Khaleesi. Era uma armadura, muito mais forte que qualquer outra marca”, disse Beyoncé.

“Meus avós marcharam com Dr. Martin Luther King nos anos 1960 e meu pai foi parte da primeira geração de pessoas negras a ir para escolas totalmente brancas. Meu pai cresceu com muito trauma dessas experiências. Sinto que agora canto por essa dor, eu posso cantar pela dor dos meus avós, posso cantar pelas famílias que perderam seus filhos”, disse certa vez.

No Grammy em 2015, ela cantou a música Precious Lord, Take my hand como parte da homenagem ao filme Selma – Uma Luta pela Igualdade, que fala sobre a trajetória de Martin Luther King. No vídeo, a cantora explicou que sempre gostou da música. “A primeira vez que ouvi Precious Lord eu era uma criança e minha mãe cantou para mim. Minha mãe cantou a versão da Mahalia Jackson de olhos fechados, e foi como se Deus estivesse falando através do corpo dela”, relembra.

 Beyonce nunca escondeu o preconceito que sofreu no início da carreira. Há pouco tempo, ao cantar em um evento Country, internautas a chamaram de “negra do cabelo falso”. Mas nada disso fez com que ela desistisse do que nasceu para fazer – Beyonce foi descoberta aos 7 anos, quando cantava em corais da igreja.

Apesar do sucesso, ela sempre deixou claro que nunca esqueceu suas raízes e continua atuando como ativista, muitas vezes usando a música para expor a igualdade. Em 2011, a cantora lançou a música “Run The World” que fala em seu refrão que quem manda no mundo são as garotas. Em 2016, Beyonce lançou a música Formation, repleta de mensagens sobre a sociedade racista americana. A letra da traz muitas frases enaltecendo a beleza das mulheres negras e criticando os preconceitos que elas sempre sofreram, devido aos estereótipos gerados pela sociedade racista.

“Eu gosto do cabelo do meu bebê, com cabelo de bebê e afros. Eu gosto do meu nariz negro com as narinas dos Jackson Five”. Este é um dos trechos da música.