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INICIATIVA INTERNACIONAL QUE INCENTIVA A EDUCAÇÃO DE MENINAS TERÁ BRASILEIRAS

Malala, jovem paquistanesa, patrocina diversos ativistas na Rede Gulmakai

Em 2012, Malala Yousafzai, aos 15 anos, foi baleada na cabeça por talibãs ao sair da escola. O ataque aconteceu porque sua cidade, extremamente conservadora, espera que as mulheres fiquem em casa para cozinhar e cuidar dos filhos. O crime de Malala foi se destacar e lutar pela educação, insistindo em participar de uma atividade proibida. Uma das recompensas veio em 2014 quando a garota ganhou o Prêmio Nobel da Paz, se tornando a pessoa mais jovem a ter recebido esse título.

Desde então, a jovem criou uma organização para incentivar mundialmente a educação de meninas e adolescentes, o Fundo Malala, que já inventiu recursos em projetos de diversos países: Afeganistão, Líbano, Índia, Nigéria, Paquistão e Turquia. Já patronicou ativistas indígenas no México e pretende expandir para a América Latina, começando pelo Brasil. Desta forma, a iniciativa da Rede Gulmakai, que patrocina homens e mulheres que incentivam a educação em diversos países, chegou até nosso país.

Malala anunciou, então, que três ativistas brasileiras foram escolhidas para fazer parte da Rede. Uma delas é Sylvia Siqueira Campos, de Pernambuco, presidente do Movimento Infanto-juvenil de Reivindicação (Mirim), criado para defender os direitos humanos e combater a desigualdade, entre outros objetivos. A outra participante é Ana Paula Ferreira de Lima, da Bahia, coordenadora da Associação Nacional de Ação Indigenista (Anaí), e que luta para aumentar o número de meninas indígenas a terminar os estudos, além de treiná-las para se tornarem ativistas. A terceira é Denise Carreira, de São Paulo, coordenadora adjunta da Ação Educativa, que atualmente desenvolve um curso online para capacitar professores em temas relacionados à igualdade de gênero

Farah Mohamed, CEO do Fundo Malala, afirmou: “Garantir acesso igualitário à educação requer liderança ousada e ágil. É por isso que temos orgulho de investir nessas três ativistas, cujo trabalho para desafiar os líderes e mudar as normas já está ajudando a criar um futuro melhor para todas as meninas brasileiras.”.

Atualmente, 22 ativistas são patrocinados por seus projetos em prol da educação de meninas.

Por Vitória Zane – @vitoria.zane