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Ajudar o próximo: até onde o individualismo faz com que o que deveria ser regra, seja só “da boca pra fora”?

Caso Tatiana Spitzner

Dia destes uma pessoa muito próxima me contou: “eu vi um casal brigando no estacionamento de casa. Em determinado momento, o homem bateu na mulher e ela chegou a cair no chão! Coitada! Que terrível o que aconteceu com ela!”disse-me.

“E o que você fez?”, questionei.

“Fui embora”, respondeu- me a pessoa.

Sabe-se lá como terminou este caso. No meio de tantas e tantas agressões, é comum ouvir dos vizinhos depois que a tragédia acontece: “ah, eles brigavam direto. Era grito pra todo lado”. Mas na delegacia, quase nunca a denúncia da agressão (por parte dos vizinhos) é registrada ou denunciada.

No caso da advogada Tatiana Sptizner ( onde a agressão começou com um caso muito parecido com a conversa da pessoa do começo deste texto) faz nos questionar: “por que ninguém denunciou ou chamou a polícia? Será que não queriam “meter a colher” no relacionamento dos outros?

Ora, aquela cena está longe de ser um relacionamento. É um crime! E como todos os crimes, e principalmente como cidadãos, devemos zelar uns pelos outros, devemos denunciar! Ficar quieto numa situação desta, também passa a ser crime. Não só de omissão, mas também contra a honra, contra os princípios, contra a vida. É não ajudar ou estender a mão. É fazer com que a oração diária e ida à igreja não valham de nada! Em casos como estes, é fácil o porteiro dizer: “não sou da polícia, não tenho nada a ver com isso”. E o vizinho comentar: “o porteiro que chame a polícia, ele está vendo pelas câmeras”. Impossível a polícia estar presente em todos os lugares ao mesmo tempo. E assim, omissos, um vai jogando para o outro a responsabilidade que é divina e de todos nós. 180 é o número da polícia destinado apenas a crimes contra a mulher. A denúncia pode ser anônima. Se não conseguir, ligue 190. Mas nunca deixe de denunciar. Aquilo que parece uma fofoca, pode se tornar um assassinato. E aquela pessoa que morreu poderia ter sobrevivido por sua causa.

Por @LiviaZuccaro