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JÁ PENSOU SE A PUBLICIDADE FOSSE UNIVERSAL?

Essa assessoria trabalha para transformar o mundo da comunicação e pensá-lo de uma maneira acessível e inclusiva

O Youtube é uma das plataformas mais acessadas do mundo, mas com tanta variedade de conteúdo e público, estava faltando mesmo era um canal voltado aos deficientes físicos. Pensando nisso, Ana Clara Schneider, fundadora da Sondery – Creative Accessibility, uma consultoria de acessibilidade criativa, criou um canal voltado levando conteúdo e informação com uma abordagem nova ligada a acessibilidade.

O canal, além dos convidados, tem a descrição do vídeo em áudio e intérprete de libras.

A Ana Clara Schneider, 28, conversou com o portal EVA e contou como surgiu a ideia deste projeto.

Essa assessoria oferece um serviço de agenciamento de influenciadores com deficiência para você criar campanhas com diversidade.

EVA: De onde surgiu a ideia do canal?

Ana: O canal em si veio quando desenhamos uma estratégia de conteúdo. “Onde e como podemos falar sobre deficiência do jeito que a gente acredita?” Porque, embora mais de 24% da população brasileira tenha algum tipo de deficiência, esse assunto não aparece por aí com tanta facilidade e menos ainda com naturalidade. Historicamente as questões relacionadas à pessoa com deficiência são tratadas num modelo médico, de reabilitação, que vem da saúde, que traz a deficiência como a principal (e muitas vezes a única) característica que define uma pessoa, um sujeito. Quando na verdade ela é UMA DAS diversas e variadas características de um ser humano.

O formato de vídeo cai como uma luva para gente trabalhar tanto a abordagem, quanto falar dos recursos de acessibilidade, afinal, não dá pra falar de acessibilidade sem ser acessível, né?


EVA: Vocês tiveram alguma dificuldade durante a criação do projeto?

Ana: Por incrível que pareça um dos maiores desafios foi a agenda dos convidados, para casar com estúdio, intérprete, equipe e todos os envolvidos. A busca por um espaço acessível e uma equipe que estivesse onboard com a nossa crença e forma de trabalho também foram essenciais. O processo todo foi bem trabalhoso, mas muito divertido e certamente enriquecedor!

EVA: Qual o objetivo de vocês através do canal?

Ana: O objetivo maior é fomentar a cultura da acessibilidade. Ou seja, fazer com que seja comum, interessante e, porque não, divertido falar sobre esse assunto. Tirar aquela carga negativa e normalmente ligada à pessoa com deficiência. Nem super herói, nem coitadinho, apenas pessoas. Esse pensamento norteia todas as iniciativas do canal, a fim de quebrar esse estereótipo e fazer com que a pessoa com deficiência seja reconhecida como um sujeito, um cidadão, um consumidor. Isso vale pra tudo, inclusive conteúdo.

EVA: Como tem sido a repercussão? E como o canal pode ajudar as pessoas com deficiência e a sociedade?

Ana: A repercussão está sendo bem positiva, estamos muito felizes com os feedbacks que vêm aparecendo – principalmente do público com deficiência. Pessoas que estavam cansadas de serem retratadas sempre da mesma forma pela mídia, finalmente podem se ver como profissionais, referências, especialistas em outros assuntos que não necessariamente acessibilidade e reabilitação. Aqui ninguém precisa ser “exemplo de superação” para ser entrevistado, o que importa é o conteúdo relevante que a pessoa tem para dividir com o público. E essa é a principal forma que o canal tem de contribuir com a comunidade de pessoas com deficiência e a sociedade como um todo: quebrando preconceitos e pensamentos engessados numa ótica assistencialista.

Clique aqui para conhecer mais do canal.

Por Giovana Garcia


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