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INFELIZ NO TRABALHO? QUE TAL REPENSAR A SUA CARREIRA?

Baseado no Design Thinking, trazemos a orientação de especialistas sobre um novo futuro.

Em algum momento da vida, você já deve ter parado e percebido que passou anos no automático e sequer “saiu do lugar”. Que aquela ideia do começo da carreira, tão latente dentro de você, se calou de uma só vez… e fez com que você aceitasse uma condição simplesmente para pagar as contas mas sabendo que pra isso, tinha que abdicar de ser feliz na vida profissional, ou seja, no que representa praticamente metade do tempo que você gasta em vida.

Uma pesquisa de 2015 da Isma Brasil (Internacional Stress Management Association) mostrou que 72% da população está insatisfeita com o trabalho. Nos motivos, os entrevistados colocam desde cobranças da chefia até volume de trabalho. Mas para pesquisadores americanos, criadores do Design Thinking, a maioria se sente assim porque se deixou levar pelo acaso sem refletir, com calma, sobre o que gostaria de fazer.

“Há muitas vozes que ficam martelando na cabeça. Pode ser a dos pais, dos amigos ou até de desconhecidos. Mas a única que importa é a sua própria voz. Mas nem todos escutam e, depois, se sentem decepcionados com a carreira”, conclui Bill Burnett, um dos criadores do método. O objetivo do Design Thinking é fazer com que as pessoas e profissionais tenham um olhar de “solucionadores de problemas” do cotidiano, baseando-se em três pilares: empatia, colaboração e experimentação.

VAMOS REDESENHAR O FUTURO PROFISSIONAL?

Os pesquisadores sugerem, no livro O Design da sua Vida, 7 etapas para que você tenha novas ideias sobre o que querer pela frente nos próximos anos. Papel e caneta na mão!

Primeira Etapa:

Pense como um designer. Faça a projeção de cenários e os testes de caminhos a serem seguidos. Para isso:

– Seja curioso, veja oportunidade em lugares e situações.

– Saiba que o meio do caminho é mais importante que o fim. Mesmo que tenha que dar dois passos atrás para ir um para frente, a evolução é quem está em pauta.

– Experimente e reformule problemas – teste para encontrar falhas e veja os problemas de uma perspectiva diferente.

– Peça ajuda – cercar-se de mentores nunca é demais.

 

Segunda Etapa:

A definição de um ponto de partida da sua vida. Papel e caneta na mão: seja sincero sobre onde você está e onde você quer chegar. Mas para isso classifique sua vida em áreas como saúde (emocional e física), trabalho (o voluntário e o por dinheiro), lazer (o que proporciona o seu prazer) e amor (romântico, a família ou os animais). Anote se está ou não satisfeito nessas áreas. Depois, questione-se. Faça um balanço das categorias e qual precisa de mais atenção.

Terceira Etapa:

Faça uma espécie de bússola pessoal. Escreva primeiro sua visão de vida, depois a sua visão de trabalho, compare as visões, perceba os conflitos e calibre a bússola. O ideal é cumprir essa etapa pelo menos uma vez por ano!

 

Quarta Etapa:

Você tem que encontrar as suas motivações. Mais uma vez, pelo menos pelas noites das próximas três semanas, você deve anotar os momentos e atividades no trabalho e no dia a dia em que se sentiu motivado, concentrado ou até achou aquilo um tédio. Coloque o quanto você se engajou naquela tarefa durante o dia (existem atividades que alimentam e outras que sugam a nossa energia, veja o tempo que você gastou e se percebeu ou não esse tempo passando). No final de cada semana, leia esse diário. A partir daí, harmonize a sua agenda e substitua as atividades que você considera menos motivadoras pelas mais motivadoras.

Quinta Etapa:

Agora sim, trace os planos da sua vida. Em uma espécie de gráfico, pense nos próximos 5 anos. Trace pelo menos três vidas diferentes. A primeira, com o que você faz, a segunda, o que faria se a sua vida não fosse como agora e a terceira, o que faria se dinheiro e imagem não fossem importantes para você. Feita a analise, faça-se três perguntas e avalie seu nível de recursos, confiança, gosto e coerência para cada uma das três vidas listadas. Você pode pedir a opinião para uma pessoa de confiança sobre o que achou.

Sexta Etapa:

Crie protótipos e teste o que é importante para sair da zona de conforto e encontrar novas possibilidades. Aqui, você deve sair do campo das ideias e praticar algumas de suas hipóteses. Você pode também conversar com pessoas que fazem o que você gostaria de fazer e viver um dia na pele de outra pessoa, acompanhando o dia dela.

Sétima Etapa:

Reduza as alternativas. Depois de todos os exercícios, é provável que você tenha um número grande de opções e, por isso, é hora de reduzir as alternativas. Você pode dividir as opções em categorias, escolha a melhor e vá descartando as demais. Uma vez feita a escolha, não sofra pensando que é a melhor opção. O único jeito de saber isso é vivendo.

 

Boa sorte no processo! E conta pra gente se deu certo com você!

@sejaeva

contateaeva@gmail.com