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BRASILEIROS CONTAM COMO ESTÃO ENFRENTANDO O CORONAVÍRUS EM SEUS PAÍSES

 

Quando a oportunidade de morar em outro país surge é difícil algum brasileiro recusar, mesmo sabendo que passarão por diversas dificuldades como se adaptar a uma nova cultura e língua, mas nenhum deles pensou em vivenciar uma pandemia longe da família, sem previsão de acabar!

“Desde a última semana os movimentos nas ruas diminuíram bastante e com isso grande parte dos estudantes estão sem empregos. A saída tem sido trabalhar com delivery de comida como uber eats, enquanto o governo não fechar os restaurantes”, conta Raphaella Di Loreto, 24, nascida no interior de São Paulo mora há 3 meses em Brisbane na Austrália.

Intercambista, ela divide seu tempo entre os estudos e o trabalho no restaurante da cidade, assim como Raphaella diversos jovens estão preocupados com a questão trabalhista. “Austrália é um dos países com mais imigrantes no mundo e no caso, aqui, grande parte são estudantes, assim como eu. Os trabalhos são casuais, ou seja, não temos vínculo com as empresas.”

O primeiro caso surgiu em Queensland, o estado onde Raphaella vive, no começo de Janeiro, mas durante o mês de março os casos se intensificaram rapidamente.* Até o fechamento da matéria, o país contava com 1.717 casos e 7 mortes.

Mesmo diante de tantos casos, o país não tomou medidas radicais como o Brasil. “Até o momento, o país ainda não determinou o fechamento de locais públicos. As principais medidas tomadas foram: Fechamento das fronteiras (para australianos e visitantes); Cancelamento de eventos para mais de 100 pessoas; Quarentena para todos que chegaram no país nas últimas semanas; Manter distancia de no mínimo 2 metros entre cada indivíduo; Viagem interna apenas em caso de extrema necessidade”, relata Raphaella.

Raphaella relata que a comida se tornou uma das principais preocupações dos moradores de lá. “As prateleiras dos supermercados estão vazias e mesmo depois da implantação de algumas regras como: um pacote de papel higiênico, macarrão, carne arroz por pessoa, os mercados ainda estão sofrendo muito com a falta de estoque.”

Prateleiras do mercado na Austrália (Fonte: Raphaeela Di Loreto)

Há 15.574 km da Austrália, Lucas Henrique Garcia, 30, vive outra realidade. Se mudou para Dublin, Irlanda há 1 ano e 6 meses e está em quarentena há semanas.

Assim que os primeiros casos surgiram na Itália a empresa onde Lucas trabalha foi notificada de cancelamentos de viagens e medidas preventivas do novo coronavírus. “Quando os casos começaram a ficar mais sérios e via reportagens de pessoas sendo internadas, o Ministério da Saúde fez um anuncio pedindo para evitar aglomerações e pedindo para trabalhar de Home Office.”

O governo passou diversas medidas para a população, além da questão de higiene, solicitou o fechamento de todos os Pub’s do país, cancelou eventos esportivos e festivos como a famosa festa de St. Patricks Day que atrai milhares de pessoas anualmente.

“Eu evito sair de casa, no máximo vou ao mercado comprar o que realmente preciso. Eu fiquei um pouco assustado porque as lojas estão todas fechadas, quando vou ao mercado tenho que passar obrigatoriamente o álcool em gel e alguns produtos só pode comprar duas unidades para evitar que falte.”

Na Irlanda foram confirmados 1125 casos e 6 mortes, até o fechamento da matéria.

As medidas tomadas pelo governo alemão seguem os mesmos ideias do irlandês como conta Andreas Wildmann, 31, vive em Frankfurt há um ano e meio.

“ O governo tem insistido em manter as pessoas que podem que continuem a trabalhar de casa, senão, há uma redução por exemplo na frota de aviões e trens. Eu tenho trabalhado de Home office faz cerca de duas semanas, e devo continuar até meados da Páscoa.”

Segundo a BBC News a Alemanha é um dos pais com a taxa de mortalidade mais baixa. Isso só foi possível porque o país se preparou desde o começo. “O primeiro caso foi registrado na Alemanha em 27 de janeiro, mas o país já tinha criado um comitê permanente de vigilância em 6 de janeiro, apenas uma semana depois que a OMS recebeu um alerta da China sobre uma doença ainda misteriosa. Foi naquele momento que os testes de detecção da doença se tornaram parte fundamental da estratégia alemã”

Países diferentes, pessoas diferentes, mas que compartilham das mesmas ideias: Se manterem seguros ao máximo para que essa pandemia acabe logo.

Por

Giovana Garcia